‘Atos antidemocráticos’: Inquérito não define quais os crimes e fatos investigados



Mais de mil páginas do Inquérito 4828, que trata dos “atos antidemocráticos”, foram divulgados nesta quinta-feira, dia 10. Além de construído a partir de provas forjadas, o inquérito também não define quais os fatos investigados e os crimes em que esses fatos se enquadram.

Em setembro deste ano, o Terça Livre obteve acesso ao apenso desse inquérito que é um desdobramento do Inquérito 4781, das fake news. Até então, Alexandre de Moraes não havia dado aos advogados, acesso aos autos do inquérito. À época o apenso contava com 200 folhas de documentos.



Está gostando? Participe do nosso GRUPO no TELEGRAM e saiba das notícias em primeira mão!

As atuais mil páginas não revelam nenhuma novidade. Os relatórios da Polícia Federal sobre o conteúdo que teria sido encontrado nos objetos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, também não foram apresentados.

Renor Oliver, um dos advogados do Terça Livre, explicou que para a formação do apenso é feita uma seleção de conteúdo do inquérito, como se fossem autos secundários da investigação, para dar vistas aos advogados. Ninguém, até o momento, obteve acesso aos autos principais da investigação.

“Esse arquivo em PDF [divulgado ontem] mostra que o apenso está com mil folhas. Ocorre que não tem nenhuma novidade além do que já tínhamos visto”, disse.

Renor explicou ainda que o Inquérito 4828 nem sequer define o crime que está sendo investigado.

“É da essência de uma investigação criminal que se descreva a ação humana, ou seja, a conduta praticada por quem está sendo investigado e que poderia configurar crime”.

Perícia forjada
Outro ponto considerado grave segundo o advogado, é que para fundamentar a oitiva de assessores e dos filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, foram utilizados documentos da CPMI das Fake News no Congresso, que contém uma série de distorções de fatos.

Em setembro, o Terça Livre teve acesso a um relatório do delegado da Polícia Federal designado pelo ministro Alexandre de Moraes para conduzir a investigação. O documento é de 9 de julho de 2020,

No relatório, é citado um documento produzido pela CPMI das Fake News em abril como fundamento para a acusação de que o governo financiaria atos tipificados como crimes contra a Segurança Nacional.

O documento é assinado por dois consultores legislativos e repleto de distorções e falsificações sobre a publicidade federal veiculada por meio do Google Adsense.

A manobra dos consultores para falsificar as informações oficiais fornecidas pelo próprio governo, que não indicavam direcionamento de publicidade, foi denunciada em uma petição de autoria do deputado Marcio Labre. Relembre aqui.

Os consultores legislativos da CPMI, Cristiano Aguiar Lopes e Daniel Chamorro Petersen, que assinam a perícia, fizeram se passar por cristãos anticomunistas para obterem mais facilmente as informações junto à Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM) via Lei de Acesso à Informação.

Uma vez tendo acesso aos dados, os consultores produziram uma série de distorções que valeram dezenas de manchetes contra o governo e ainda forneceram substrato para que o ministro Alexandre de Moraes quebrasse o sigilo fiscal e bancário de todos os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

“Esse deveria ser um documento técnico, porque foi feito por servidores públicos de carreira do legislativo, que foram designados para as funções de assessoria na CPMI das Fake News”, explica o advogado Renor.

“Esse documento [com informações distorcidas] vai fundamentar a oitiva não só de assessores do presidente da República, como também de seus filhos”, acrescenta.

Fake news da Folha é a origem de tudo

Toda a manipulação de fatos criou a narrativa de que o governo federal seria a fonte de recursos para uma ‘militância’ que veicula anúncios do governo via Google Adsense. “Coisa que ainda que acontecesse, não configuraria crime algum”, pontuou Renor.

Mas tudo começou através da jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello. Tanto a jornalista, quanto o veículo, foram condenados por fake news recentemente.

Em outra notícia mentirosa, Campos Mello diz que “Verba publicitária de Bolsonaro irrigou sites de jogos de azar e de fake news na reforma da Previdência”.

Na “reportagem”, o Terça Livre é definido como um veículo que produz “fake news” supondo que o Bolsonaro direcionou verbas de publicidade para supostos aliados políticos. A informação foi replicada por UOL.

Tanto Patrícia Campos Mello, quanto a Folha de São Paulo e UOL respondem judicialmente pela acusação mentirosa, que já foi desmentida aqui.

“Quer dizer que a grande Google está se alinhado ao governo Bolsonaro para um grande esquema de financiamento das redes sociais? Isso não cola. Como essa jornalista apurou isso e como a PF comprou essa ideia junto com o ministro relator do inquérito?”, questiona o advogado do Terça Livre

Em resumo: um documento forjado deu origem à reportagem mentirosa que criou a narrativa de que o governo federal estaria financiando “atos antidemocráticos”.

Na opinião de Renor, tais fatos têm o potencial de atentar contra a segurança nacional, por atingirem diretamente a Presidência da República, e não apenas de configurar mera ilegalidade dentro de uma investigação criminal.

Portal terça Livre

 

 

Sejam todos bem-vindos! A todos cidadãos de bem que apoiam Jair Messias Bolsonaro, Junte-se a nós participando dos grupos do Whatsapp de Apoio ao presidente Bolsonaro

CLIQUE E PARTICIPE! 👇

https://chat.whatsapp.com/B5sjYGrwJ6V36MOO8hfdOW

 


NOVIDADE!Participe do nosso CANAL no TELEGRAM ou do nosso GRUPO de Whatsapp e receba notícias em primeira mão!

Notícias Recentes:


Leave a Reply

Damos valor à sua privacidade

Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

Cookies estritamente necessários

Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

Cookies de desempenho

Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

Cookies de funcionalidade

Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

Cookies de publicidade

Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.

Importante: Este site faz uso de cookies que podem conter informações de rastreamento sobre os visitantes.