Randolfe Rodrigues protesta: senador não quer ser chamado de gazela



Fabiano Contarato (Rede-ES), primeiro senador no Brasil a tornar público o fato de ser gay, criticou o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury por um tuíte homofóbico dirigido ao congressista. Depoente de hoje na CPI da Covid, Fakhoury utilizou a rede social para ironizar um erro gramatical do parlamentar capixaba e afirmar, em tom jocoso, que ele teria sido cativado pelo “perfume” de alguém. Contarato foi convidado pelo chefe da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), para se sentar provisoriamente na cadeira da Presidência e utilizar o microfone. Posteriormente, fez um desabafo emocionado e afirmou a Fakhoury que a família do empresário “não é melhor” do que a sua. O senador tem marido e dois.

“O senhor não é um adolescente. É casado, tem filhos. Sua família não é melhor do que a minha.” Ao fim do discurso, a cúpula do colegiado pediu à Polícia do Senado a abertura de inquérito para investigar o crime de homofobia. O dinheiro não compra dignidade, não compra caráter. Cursos não compram humildade, compaixão, caridade.”Fabiano Contarato (Rede-ES) Antes de se dirigir a Fakhoury, Contarato exibiu na sala da Comissão Parlamentar de Inquérito uma reprodução do tuíte. Disse o empresário bolsonarista: “O delegado homossexual assumido [em referência ao senador] talvez estivesse pensando no perfume ali de alguma pessoa daquele plenário… Quem seria o perfumado que o cativou?”



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Contarato também disse ter orgulho de sua família e ressaltou não ser fácil para ele se expor em rede nacional em tal situação (as audiências da CPI são transmitidas por emissoras de TV). Depois do discurso do senador capixaba, Otávio Fakhoury disse que a mensagem publicada no Twitter era uma brincadeira e pediu desculpas a Contarato e a outras pessoas que se sentiram ofendidas pelo tuíte.

Depois de Contarato, o vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também apresentou tuítes de Fakhoury com ataques homofóbicos a ele. O empresário bolsonarista escreveu, por exemplo, que Randolfe ficava “saltando sem parar”, com uma foto do senador. Também já se referiu a Randolfe como “gazela”. “Não é meu lugar de fala. Você pode me atacar como quiser como senador, à vontade, é seu direito de opinião, expressão. Agora, como você começou esse depoimento pedindo respeito à família, deveria respeitar a família dos outros do mesmo jeito. Deveria aprender a respeitar os outros. Esse tipo de ataque aí não é ataque político”, declarou Randolfe.

Randolfe pediu que os ataques de Fakhoury a ele nas redes sociais também sejam incorporados aos autos para eventual representação no Ministério Público. O depoente não se manifestou após a declaração de Randolfe. O vice-presidente da CPI pediu o compartilhamento dos ataques de Fakhoury a membros da comissão com o STF (Supremo Tribunal Federal) para que sejam apensadas no inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), permitiu que as informações sejam compartilhadas antes da conclusão do relatório final da comissão no Senado, previsto para ser votado em 20 de outubro.

UOL


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