Presidente da CPI do Consórcio Nordeste revela como era a roubalheira do dinheiro da saúde



O deputado estadual Kelps Lima (SD-RN), presidente da CPI do Consórcio Nordeste, em curso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, revelou que a entidade seria utilizada para um esquema contínuo de desvios do dinheiro público originalmente destinado à saúde, durante a pandemia do novo coronavírus. Kelps faz um relato estarrecedor do funcionamento de uma ‘verdadeira quadrilha’ no seio do Consórcio e, pasmem, com claros indícios da ‘anuência ou participação’ dos governadores.

“O Consórcio não fez mais coisas erradas, pois deu errado. Eles arrecadaram o dinheiro com o intuito de que fosse roubado. Foi previamente pensado. O chefe civil da Bahia pediu à dona da empresa (que entregaria os respiradores) para que ela aumentasse o valor. É o primeiro comprador que chega para um vendedor e diz que pode vender mais caro. Ele sabia que ia ser roubado”, disse o parlamentar.



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Kelps destacou o ‘descaso’ dos governadores com o dinheiro público e a falta de transparência, o que considera uma evidência de que sabiam do esquema:

“Os governadores fizeram um Pix para o Consórcio Nordeste. Pagaram antecipado sem ler nada. Foi um Pix. Foi lá no caixa do governo e mandou 5 milhões. Ninguém analisou que empresa era essa, contrataram a empresa para intermediar propina. Ela nunca fabricou respirador e nem iria fabricar, mas eles precisavam de uma empresa intermediária para separar a propina e contrataram outra para fabricar. Só que essa outra deu um trambique na primeira e o esquema ruiu”,

Kelps, explicou ainda qual era a participação do estafe do governador da Bahia, Rui Costa, gestor do Consórcio Nordeste.

“O dono da empresa que ia fabricar o respirador por 15 mil se reuniu como vice-governador da Bahia antes do fornecimento. O vice-governador da Bahia sabia que ele vendia mais barato, mas ninguém retirou a Hempcare do meio, que era a empresa que intermediou a propina. Uma empresa que funcionava em um apartamento, que retirou sua segunda nota fiscal em uma venda de 48 bilhões de reais, sem licitação e com pagamento antecipado. A Hempcare chegou a fazer depósitos, em transferência para a conta da pessoa física do sócio do irmão do chefe da Casa Civil da Bahia.” Aos poucos, vai se revelando para o povo, quem são os verdadeiros genocidas!

Jornal da Cidade Online


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