“A verdadeira razão de Barroso não querer o voto impresso”

Por: Frederico “Fred” Rodrigues

E antes que alguém diga que eu o estou atacando, saibam que na verdade cogitar sua ignorância, é elogiá-lo. Do contrário, teria que cogitar que ele age simplesmente de má-fé.

Suas constantes declarações contra o voto impresso, suas comparações esdrúxulas entre terra plana e eleições nos EUA e suas tentativas cínicas de agradar jornalistas antagonizando o presidente, lembram muito pouco a retidão esperada de um ministro do STF.

Barroso, por algum motivo, enxerga como um inimigo mortal qualquer cidadão que ouse duvidar por um segundo que o sistema eleitoral brasileiro é completamente infalível. Para ele, ou você aceita que é um sistema perfeito, ou obviamente, você está trabalhando para descredibilizar a eleição, logo, o tratamento que você merece é o de um criminoso. (Na verdade, pior que um criminoso, visto que ministros do STF costumam presentear criminosos com a liberdade).

Segundo Barroso, implantar o voto impresso geraria custos. Ora, num país que gasta mais de R$ 2 Bilhões para bancar a campanha de políticos através do fundão eleitoral, seria muito mais proveitoso investir esse valor na segurança das eleições.

Mas segundo Barroso, o voto impresso geraria “tumulto”, pois candidatos derrotados pediriam recontagem. Ora, mas a intenção é justamente essa, ministro!! Ninguém no Brasil está com pressa de saber o vencedor! O que todos querem, é um sistema transparente e verificável. Onde o voto do cidadão seja respeitado. Não como é hoje, onde o sistema de apuração é confuso e praticamente secreto, como pouquíssimas pessoas no país tendo acesso a ele e nem mesmo o presidente do TSE sabendo explicar seu funcionamento sem se atrapalhar.

Basicamente, sem o voto impresso, a única segurança que temos de que os votos que demos foram para os candidatos que escolhemos, é a palavra de quem comanda o TSE. Ou seja, nosso sistema de votação é tão confiável quanto o ministro Luís Roberto Barroso.

E por mais que o ministro se veja como um poço de sabedoria infinita e um baluarte da democracia, cidadão nenhum do mundo deve ser obrigado a confiar a uma única pessoa, o destino de sua vida.

Confira:

Crédito Jornal da cidade online

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