China: Repórter pode ficar 5 anos presa por falar sobre pandemia

Detida desde maio por ter relatado a situação do surto de covid-19 em Wuhan, na China, a jornalista Zhang Zhan pode pegar até cinco anos de prisão depois de ser formalmente indiciada por espalhar “informações falsas”. Ela está presa em um centro de detenção em Xangai. O Partido Comunista da China acusa a jornalista de “criar brigas e causar problemas”. De acordo com os documentos oficiais, Zhang teria divulgado fake news sobre o coronavírus por meio do YouTube e redes sociais. “Ela também aceitou entrevistas dos veículos estrangeiros Radio Free Asia e Epoch Times. E especulou maliciosamente sobre a epidemia de covid-19 em Wuhan”, garante a acusação feita pelo regime de Xi Jinping. “Recomenda-se uma sentença de quatro a cinco anos”, sugerem as autoridades.

Além disso, a ONG Chinese Human Rights Defenders (Defensores dos Direitos Humanos Chineses) denuncia a existência de relatórios feitos pela jornalista que mencionam “a detenção de outros repórteres independentes. E o assédio de famílias de vítimas da covid-19 que buscam ajuda”. De acordo com a Radio Free Asia, Zhang está em greve de fome desde setembro e um de seus advogados de defesa foi afastado. Ela já havia sido detida por acusações semelhantes em 2018 e também no ano seguinte, mas por expressar apoio a ativistas de Hong Kong. Na ocasião, foi detida por mais de dois meses e forçada a passar por avaliações psiquiátricas. Zhang é uma entre muitos jornalistas presos neste ano depois de viajar para Wuhan em busca de informações sobre o vírus chinês. As informações são da Oeste

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