Ciro Gomes diz que “não há caminho” para apoiar Lula no segundo turno contra Bolsonaro

 

Na última quarta-feira, 27/07, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou que aceitaria apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso vá para o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, ele declarou que não vai se aliar ao petista se ficar de fora da do segundo turno das eleições.

“Se eu for para o segundo turno contra Bolsonaro? Claro que eu aceito [o apoio de Lula]. O contrário não há mais caminho”, declarou o pedetista à GloboNews. “O maior responsável pela tragédia que está acontecendo no Brasil chama-se Luiz Inácio Lula da Silva”.

Em 2018, quando não chegou ao segundo turno, Ciro evitou declarar apoio ao então candidato do PT, Fernando Haddad, que disputou a etapa final da eleição com Jair Bolsonaro.

“Na mesma noite [do primeiro turno], eu me declarei contra Bolsonaro. Fui para a Brasília, participar da reunião nacional do PDT, declaramos o apoio crítico ao PT, ao Haddad, e simplesmente exerci um direito meu de não participar do comício. Será que para mim só resta o direito de apoiar gente desonesta?”

Ciro, no entanto, manifestou desejo de ir ao segundo turno contra Lula. “Eu gostaria que o Brasil se livrasse do Bolsonaro já no primeiro turno.”

Pesquisa eleitoral

Segundo pesquisa eleitoral da EXAME/IDEIA divulgada na quinta-feira, 21/07, Ciro segue em terceiro lugar na disputa, com 8%; Simone Tebet (MDB) tem 4%; André Janones (Avante), 2%. Os demais nomes testados pontuaram 1% ou ficaram abaixo disso. À frente estão Lula, com 44% das intenções de votos, e Bolsonaro, com 33%.

Campanhas eleitorais

A partir do dia 05/08 chega ao fim o período de convenções e, com as candidaturas definidas pelos partidos, a campanha começa oficialmente no dia 16 de agosto. Serão 45 dias até o 1º turno para os candidatos disputarem os votos do eleitorado brasileiro, que bateu recorde em 2022.

Mais de 156 milhões de eleitores estão aptos a ir às urnas em outubro. Em 2018, o número era de 147 milhões. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, houve um aumento expressivo de jovens de 16 e 17 anos com título de eleitor. Essa faixa do eleitorado cresceu mais de 50% nos últimos quatro anos.

imagem ( Yahoo)

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