Com a ida de Bolsonaro à Moscou, Fachin diz que “há riscos de ataques [ao TSE] e que a Rússia é um exemplo dessas procedências”

Próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin declarou nesta terça-feira (15) que ações judiciais contra a Justiça Eleitoral abrem precedentes para o que chamou de “ruína da democracia”. Para o ministro, que não citou nomes, há uma “guerra declarada” contra a segurança cibernética do sistema eleitoral.

“Há riscos de ataques de diversas formas e origens. Tem sido dito e publicado, por exemplo, que a Rússia é um exemplo dessas procedências. O alerta quanto a isso é máximo e vem crescendo”, disse Fachin.

A observação do ministro surge no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro chega a Moscou, na Rússia, para se reunir com o presidente Vladimir Putin.

“A guerra contra a segurança no ciberespaço da Justiça Eleitoral foi declarada faz algum tempo. Deixemos dito de modo a não falhar dúvida: violar a estrutura de segurança do TSE abre uma porta para a ruína da democracia. Aqueles que patrocinam esse caos sabem o que estão fazendo para solapar o Estado Democrático de Direito”, disse Fachin.

O futuro presidente do TSE também já adiantou que a Corte Eleitoral espera “ameaças ruidosas” em breve.

“As ameaças são credíveis. Estamos atentos desde já e como, desde antes, sempre estaremos atentos e preparados. Teremos pela frente as ameaças ruidosas do populismo autoritário. Enfrentaremos distorções factuais e teorias conspiratórias, as quais, somadas ao extremismo, tentam atingir o reconhecimento histórico e tradicional da Justiça Eleitoral”, afirmou.

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