Dos 27 senadores cujos mandatos terminam neste ano, 15 tentarão se reeleger

De acordo com o levantamento, realizado nesta semana, a maioria dos senadores cujos mandatos estão terminando (15 dos 27) afirma que tentará se reeleger. Quatro ainda não decidiram.

 

Diferentemente da Câmara, os mandatos no Senado têm oito anos de duração. Mas as eleições para a Casa também ocorrem de quatro em quatro anos. A cada pleito, o Senado renova, alternadamente, um terço e dois terços dos 81 assentos.

Neste ano, a eleição será para um terço das cadeiras, uma de cada unidade da federação — ou seja, 27 vagas.

O sistema para a eleição no Senado é o majoritário — elege-se o candidato com maior número de votos em cada estado. Na Câmara, o sistema de escolha é o proporcional.

A DISPUTA PELO SENADO NA ELEIÇÃO DESTE ANO

Tentarão a reeleição ao Senado

  • Acir Gurgacz (PDT-RO)
  • Alexandre Silveira (PSD-MG)
  • Alvaro Dias (Pode-PR)
  • Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  • Fernando Collor (PROS-AL)
  • Jean Paul Prates (PT-RN)
  • Kátia Abreu (PP-TO)
  • Lasier Martins (Pode-RS)
  • Luiz do Carmo (MDB-GO)
  • Mailza Gomes (PP-AC)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Romário (PL-RJ)
  • Telmário Mota (PROS-RR)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)

Não disputarão a reeleição

  • Dário Berger (MDB-SC)
  • Elmano Férrer (PP-PI)
  • Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
  • Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
  • Nilda Gondim (MDB-PB)
  • Paulo Rocha (PT-PA)
  • Simone Tebet (MDB-MS)
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Ainda não anunciaram se disputarão

  • José Serra (PSDB-SP)
  • Reguffe (Pode-DF)
  • Roberto Rocha (PSDB-MA)
  • Rose de Freitas (MDB-ES)

Dos oito senadores que não devem disputar a reeleição em 2022, quatro dizem que não concorrerão para o Senado nem para nenhum outro mandato: Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); Nilda Gondim (MDB-PB); e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Fernando Bezerra Coelho, ex-líder dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro no Senado, vai se dedicar à campanha do filho Miguel Coelho, atual prefeito de Petrolina (PE), ao governo de Pernambuco.

Ele renunciou à função de líder do governo Bolsonaro em dezembro passado, depois de tentar uma indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU) e ficar em último lugar na votação, com o apoio de somente sete colegas senadores.

De acordo com a assessoria de Maria do Carmo Alves, a senadora continuará atuando na política, mas não disputará um mandato eletivo.

Após um período de interinidade, Nilda Gondim assumiu, em fevereiro do ano passado, de forma definitiva a cadeira que ficou vaga com a morte por Covid-19 de José Maranhão (MDB-PB), de quem era suplente.

Mãe do também senador Veneziano Vital do Rêgo, a congressista deve atuar na possível campanha de Veneziano ao governo da Paraíba.

Ex-governador do Ceará por três vezes e, no segundo mandato como senador, Tasso Jereissati tem dito que não concorrerá nas eleições deste ano.

O tucano chegou a colocar o nome nas prévias do PSDB para tentar ser o candidato do partido à Presidência, mas desistiu em favor do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, posteriormente derrotado por João Doria, governador de São Paulo, nas prévias do PSDB.

No Ceará, o atual governador Camilo Santana (PT), adversário político de Tasso, é o principal nome na disputa ao Senado.

Deixarão o Senado

O levantamento verificou também que devem participar das eleições deste ano, mas em busca de outra função: Dário Berger (MDB-SC), que tentará o governo de Santa Catarina; Elmano Férrer (PP-PI), que concorrerá a uma cadeira na Câmara dos Deputados; e Simone Tebet (MDB-MS), atual pré-candidata do MDB à Presidência da República.

Paulo Rocha (PT-PA) não decidiu se disputará as eleições, mas o PT no Pará já definiu que o deputado federal Beto Faro (PT-PA) será o candidato da sigla ao Senado.

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