Eduardo Cunha volta a política com patrimônio declarado 8,5 vezes maior que 2014

 

Após o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), da 1ª Região, suspender temporariamente os efeitos da decisão da Câmara que tornou o ex-deputado Eduardo Cunha (PTB) inelegível, ou seja, na prática, Eduardo Cunha pode disputar a eleição em outubro. Apesar que o Ministério Público Federal (MPF) recorreu para mantê-lo inelegível.

Mas caso ocorra de o ex-deputado concorrer novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados, o que chama atenção é o patrimônio do ex-parlamentar: à Justiça Eleitoral, o deputado preso por seu envolvimento com a Lava Jato declarou um patrimônio de R$ 14,1 milhões.

Nas eleições de 2014, quando Cunha se elegeu deputado pela última vez antes de ser preso, o mesmo declarou à Justiça Eleitoral R$ 1,65 milhão, ou seja, com o patrimônio 8,5 maior. Se corrigir pela inflação, o valor declarado naquele ano seria de R$ 3,6 milhões – o que aponta um salto de 392% na sua fortuna.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não divulga detalhes de como são compostas o patrimônio ou declarações dos candidatos – mas Eduardo Cunha disse que R$ 12,5 milhões são compostos de “outros bens e direitos”. O ex-presidente da Câmara possui ainda a bagatela de R$ 887 mil em quotas de empresas, além de imóveis.

Eduardo Cunha foi presidente da Câmara e quem conduziu o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O político acabou cassado por corrupção, devido a descobertas da Operação Lava Jato e esteve preso no Paraná.

Cunha já avisou que mantida a decisão do TRF-1, ele será candidato a deputado federal por São Paulo.

( Imagem: O Povo)

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