Equipe de Trump pro­cessa Pen­sil­vânia ale­gando sis­tema de vo­tação ilegal

A cam­panha do Pre­si­dente dos EUA, Do­nald Trump, pro­cessou a Pen­sil­vânia nesta úl­tima se­gunda-feira (09 de no­vembro), ale­gando um sis­tema de vo­tação ilegal de “2 ca­madas” nas Elei­ções Ge­rais de 2020. A ação ar­gu­menta que a vo­tação pre­sen­cial ve­ri­ficou ade­qua­da­mente os elei­tores, en­quanto a vo­tação pelo cor­reio “ca­recia de todas as marcas de trans­pa­rência e ve­ri­fi­ca­bi­li­dade que es­tavam pre­sentes para os elei­tores pre­sen­ciais”.

EM um co­mu­ni­cado tra­tando da ação, a cam­panha de Trump disse que o pro­cesso de vo­tação por cor­res­pon­dência da Pen­sil­vânia, por meio do qual 2,65 mi­lhões de votos foram pro­ces­sados, teve vá­rios pro­blemas, in­cluindo “não ve­ri­ficar ade­qua­da­mente a iden­ti­dade do eleitor, per­mi­tindo que as cé­dulas re­ce­bidas até três dias após a eleição serem con­tadas sem qual­quer evi­dência de cor­res­pon­dên­cias opor­tunas, como um ca­rimbo do cor­reio, e ne­gando mo­ni­to­ra­mento su­fi­ci­ente sobre a re­visão e con­tagem de cé­dulas de cor­reio”. O pro­cesso pede um man­dado de se­gu­rança para im­pedir o es­tado da Pen­sil­vânia de cer­ti­ficar seus re­sul­tados elei­to­rais “que in­cluem a ta­bu­lação de votos au­sentes e en­vi­ados pelo cor­reio para os quais os ob­ser­va­dores dos Re­que­rentes foram im­pe­didos de ob­servar du­rante a pré-cam­panha e cam­panha nos Con­se­lhos Elei­to­rais do Con­dado”.

No es­tado da Pen­sil­vânia, o can­di­dato de­mo­crata à pre­si­dência Joe Biden apa­ren­te­mente ob­teve 3.366.926 votos contra 3.320.670 de Trump, uma di­fe­rença de cerca de 0,7 pontos per­cen­tuais. Trump li­derou Biden na con­tagem de votos da Pen­sil­vânia na noite da eleição e por vá­rios dias de­pois, mas Biden acabou as­su­mindo a li­de­rança na vo­tação, se­gundo essa con­tagem ques­ti­o­nada pelos re­pu­bli­canos. No sá­bado, vá­rios meios de co­mu­ni­cação da grande mídia pu­bli­caram ma­té­rias em que Biden seria “o ven­cedor no es­tado” re­ce­bendo os 20 votos elei­to­rais dali, pro­je­tando-o além do li­mite de 270 votos elei­to­rais ne­ces­sário para ga­nhar a pre­si­dência.

A ação da cam­panha de Trump aponta para a Se­cre­tária de Es­tado da Pen­sil­vânia, a de­mo­crata Kathy Bo­ockvar e, em se­guida, o con­selho elei­toral do con­dado de Al­legheny, Centre, Chester, De­laware, Fi­la­délfia, Mont­go­mery e con­dados de Northampton. Muitos elei­tores também re­ce­beram cé­dulas não so­li­ci­tadas pelo cor­reio, de acordo com o pro­cesso, e em al­guns casos foram in­for­mados, quando iam votar pes­so­al­mente, que de­ve­riam votar pelo cor­reio. Nos casos em que os elei­tores op­taram por votar pes­so­al­mente, o pro­cesso le­vanta mais pre­o­cu­pa­ções sobre a exi­gência da Pen­sil­vânia de que aqueles que votam pes­so­al­mente anulem sua cé­dula por cor­reio em seu local de vo­tação no dia da eleição e, em se­guida, votem pes­so­al­mente.

“Em vá­rios con­dados, os ob­ser­va­dores das urnas ob­ser­varam os fun­ci­o­ná­rios elei­to­rais ma­ni­pu­lando mal as cé­dulas de mala di­reta ou au­sentes le­vadas ao local de vo­tação por elei­tores que pre­ten­diam votar pes­so­al­mente”, afirma o pro­cesso. “Em vez de des­cartar as cé­dulas anu­ladas de forma se­gura, as cé­dulas anu­ladas foram co­lo­cadas em caixas sem se­gu­rança ou em pi­lhas de papel, apesar dos pro­testos dos elei­tores ou ob­ser­va­dores das urnas. Por exemplo, no con­dado de Center, um fun­ci­o­nário de pes­quisa de boca de urna ob­servou que cé­dulas de cor­reio es­tavam sendo in­de­vi­da­mente es­tra­gadas. Os tra­ba­lha­dores co­lo­caram as cé­dulas pelo cor­reio, de­vol­vidas ao local de vo­tação pelos elei­tores pes­so­al­mente em uma sa­cola, sem es­crever ‘nulo’ nelas ou des­truí-las de outra forma.” O pro­cesso alega ainda que fun­ci­o­ná­rios elei­to­rais no con­dado de Center tes­te­mu­nharam pes­soas che­gando às se­ções elei­to­rais no con­dado e ad­mi­tindo que eram elei­tores de Nova Jersey, mas re­ce­beram cé­dulas pro­vi­só­rias para votar na Pen­sil­vânia. No con­dado de Chester, o pro­cesso alega que um ob­ser­vador tes­te­mu­nhou pro­blemas com um fun­ci­o­nário elei­toral res­pon­sável por ve­ri­ficar votos vo­tados em ex­cesso; uma ins­tância em que mais do que o nú­mero per­mi­tido de can­di­datos são se­le­ci­o­nados em uma cor­rida. A ação alega que o fun­ci­o­nário elei­toral al­terou a cé­dula vo­tada, mu­dando os votos que ha­viam sido mar­cados para Do­nald J. Trump para outro can­di­dato. No con­dado de De­laware, o pro­cesso alega que os votos foram con­tados em uma sala nos fundos, onde o acesso do ob­ser­vador era li­mi­tado.

O pro­cesso também alega que “con­dados com forte con­cen­tração de de­mo­cratas en­ga­jados em ati­vi­dades pré-cam­panha antes de 3 de no­vembro de 2020, ana­li­saram as cé­dulas re­ce­bidas pelo cor­reio em busca de de­fi­ci­ên­cias, como a falta de en­ve­lope de si­gilo in­terno ou a falta de as­si­na­tura do eleitor na parte ex­terna en­ve­lope de de­cla­ração.” O pro­cesso alega que con­dados com ten­dên­cias de­mo­cratas en­ga­jados em ati­vi­dades de pré-cam­panha es­ta­riam em con­tato com os elei­tores para “sanar” as de­fi­ci­ên­cias en­con­tradas em suas cé­dulas, en­quanto “con­dados com forte in­fluência de re­pu­bli­canos se­guiram a lei e não for­ne­ceram um aviso e pro­cesso de re­pa­ração, pri­vando de di­reitos aqueles que cum­priram o Có­digo Elei­toral para obter votos le­gais”.

Ari­zona

O pro­cesso na Pen­sil­vânia é um dos vá­rios mo­vidos pela cam­panha de Trump desde o dia das elei­ções. No fim de se­mana, a cam­panha en­trou com um pro­cesso no Ari­zona, ale­gando pro­blemas com as má­quinas de ta­bu­lação de votos e as sub­se­quentes ins­tru­ções er­radas dos fun­ci­o­ná­rios elei­to­rais que le­varam à re­jeição de nu­me­rosos votos sem um pro­cesso apro­priado para re­visar as cé­dulas re­jei­tadas.

Mi­chigan

No es­tado do Mi­chigan, a cam­panha de Trump também ini­ciou uma ação no tri­bunal fe­deral em uma ten­ta­tiva de im­pedir que Mi­chigan cer­ti­fique seus re­sul­tados até que o pro­cesso de vo­tação possa ser re­vi­sado. O pro­cesso alega vá­rios casos de pre­va­ri­cação elei­toral e in­clui de­cla­ra­ções ju­ra­men­tadas, disse Matt Morgan, con­se­lheiro geral para a cam­panha de re­e­leição de Trump, du­rante uma cha­mada à im­prensa. A equipe de Trump alega que um re­cla­mante que foi “cre­den­ciado e trei­nado como um ob­ser­vador elei­toral” foi “ex­cluído do con­selho de con­tagem du­rante o pro­cesso de re­visão das cé­dulas elei­to­rais au­sentes.” Um juiz de Mi­chigan de­cidiu contra o pro­cesso na quinta-feira.

O novo pro­cesso fe­deral alega que muitos ob­ser­va­dores elei­to­rais re­pu­bli­canos no con­dado de Wayne, onde De­troit está lo­ca­li­zada, foram ex­cluídos do pro­cesso de con­tagem de votos au­sentes e foram in­ti­mi­dados e as­se­di­ados. A ação também re­quer in­for­ma­ções sobre a tec­no­logia de vo­tação usada em todo o es­tado, de­pois que uma ‘fa­lha’ na atu­a­li­zação do software no con­dado de An­trim re­sultou em 6.000 votos sendo ta­bu­lados in­cor­re­ta­mente para Joe Biden em vez de Trump. As in­for­ma­ções são do portal Co­nexão Po­lí­tica.

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