Implantação de urnas com votos impressos no Brasil não chega a R$ 4 por eleitor

O custo da implantação de urnas com votos impressos no Brasil não chega a R$ 4 por eleitor, a cada eleição. Em 2017, quando a medida estava em vias de ser adotada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estimou que a transição teria um custo total de R$ 2,5 bilhões e poderia ser feita em 10 anos. No país existem cerca de 140 milhões de eleitores que comparecem às urnas a cada dois anos. Em uma década, portanto, ocorrem cinco processos eleitorais. Ao dividir o valor estimado pelo TSE pela soma de eleitores a cada disputa, o custo será de, aproximadamente, R$ 3,60 por voto.

Durante a live semanal realizada na última quinta-feira, 5, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deseja a adoção da medida já no próximo pleito. “Queremos mudar o sistema eleitoral a partir de 2022 com a volta do voto impresso”, afirma Bolsonaro.

O uso do voto impresso foi aprovado na mini reforma eleitoral de 2015 e deveria ter iniciado em 2018. No entanto, o Supremo Tribunal Federal considerou a medida inconstitucional.

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Na reforma aprovada, o registro do voto em papel seria feito por impressoras acopladas às urnas. O eleitor não poderá tocar ou levar o voto impresso para casa. Após digitar o número do candidato na urna eletrônica, será possível conferir em um visor de acrílico o voto, que cairá em uma urna lacrada, e poderá ser usado em caso de pedido de recontagem.

Créditos Revista Oeste

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