In­cêndio em trans­for­mador que provocou apagão no Amapá não foi pro­vo­cado por raio, diz laudo

Um laudo pre­li­minar re­a­li­zado no trans­for­mador que pegou fogo em uma su­bes­tação em Ma­capá de­tectou que o in­cêndio teve início após uma peça do equi­pa­mento su­pe­ra­quecer. Esse mesmo laudo des­carta que foi o raio o cau­sador da avaria do trans­for­mador. Além disso, o para-raios do local não acusou ne­nhuma anor­ma­li­dade. O in­cêndio pro­vocou um apagão em 13 das 16 ci­dades do es­tado, afe­tando cerca de 700 mil pes­soas.

“O pe­rito emitiu uma cons­ta­tação in­for­mando que o pro­blema ocorreu em uma das bu­chas do trans­for­mador, houve um su­pe­ra­que­ci­mento, e isso gerou o in­cêndio. E esse in­cêndio foi con­tido pelo corpo de bom­beiros do es­tado. Na em­presa não havia uma guar­nição que pu­desse conter o fogo”, in­formou a de­le­gada Ja­neci Mon­teiro, da Po­lícia Civil do Amapá, em co­le­tiva re­a­li­zada hoje (11). Dos três trans­for­ma­dores no local, um pegou fogo e so­bre­car­regou o se­gundo, que acabou da­ni­fi­cado. O ter­ceiro já não es­tava fun­ci­o­nando.

Se­gundo a po­lícia, ha­verá outro laudo mais de­ta­lhado, com in­for­ma­ções mais pre­cisas, que ainda estão sendo apu­radas. A po­lícia abriu in­ves­ti­ga­ções para ve­ri­ficar se o in­cêndio foi pro­vo­cado por ação hu­mana. Essa sus­peita levou a po­lícia a cum­prir man­dados no es­cri­tório da em­presa res­pon­sável pela su­bes­tação.

A em­presa res­pon­sável pela trans­missão de energia é a Li­nhas de Ma­capá Trans­mis­sora de Energia, per­tence ao grupo Ge­mini, e que com­prou a Isolux, em­presa que pres­tava o ser­viço an­te­ri­or­mente. Caso seja com­pro­vada a res­pon­sa­bi­li­dade da em­presa, ela po­derá res­ponder pelo crime de aten­tado à se­gu­rança ou ao for­ne­ci­mento de ser­viço pú­blico. A pena é de um a cinco anos de re­clusão, além de re­pa­ração civil.

O apagão deixou pra­ti­ca­mente todo o es­tado sem energia por cerca de 80 horas. Após esse pri­meiro mo­mento, a luz co­meçou a ser dis­tri­buída, mas de forma in­su­fi­ci­ente. Re­giões ficam por al­gumas horas com luz e de­pois ela é cor­tada, para que ou­tras re­giões passem a re­ceber luz. Mas os mo­ra­dores re­clamam que o ro­dízio está sendo feito de forma de­si­gual, com al­guns lo­cais re­ce­bendo energia por mais tempo que ou­tras.

Em re­lação aos pontos le­van­tados pela Po­lícia Civil do Amapá, a Li­nhas de Ma­capá Trans­mis­sora de Energia di­vulgou que tem a es­cla­recer que es­tava ope­rando de acordo com o con­trato vi­gente e a anuência dos ór­gãos re­gu­la­dores; que as causas do aci­dente estão sendo in­ves­ti­gadas pela em­presa e pelos ór­gãos com­pe­tentes e ainda não há como es­cla­recer a origem do pro­blema; e que as me­didas de con­tenção res­pei­taram todas as normas, tendo evi­tado, in­clu­sive a pro­pa­gação do fogo para os de­mais equi­pa­mentos da su­bes­tação. A LMTE também disse que não tomou co­nhe­ci­mento de ne­nhuma acu­sação formal ou pro­cesso ju­di­cial sobre su­postas ale­ga­ções de aten­tado ao ser­viço pú­blico e blo­queio de bens da em­presa.

Com in­for­ma­ções de Agência Brasil.

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