Indicada por Trump toma posse e ‘STF dos EUA’ torna-se conservador

Católica e de perfil conservador, a juíza Amy Coney Barrett tomou posse na Suprema Corte dos Estados Unidos, equivalente ao STF brasileiro, na noite da segunda-feira 26. A magistrada foi escolhida há um mês pelo presidente Donald Trump para substituir Ruth Bader Ginsburg, morta em setembro. A aprovação era esperada porque o Partido Republicano é maioria no Senado. Foram 52 votos a favor e 48 contra. O resultado espelha bem a divisão entre os senadores: todos os democratas votaram para barrar Barrett, enquanto do lado republicano apenas uma senadora se opôs à juíza. Agora, o “STF dos EUA” tem seis juízes conservadores e três de esquerda.
“Saiba como funciona o STF de outros países”

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“Hoje, a juíza Barrett é a primeira mulher mãe de crianças em idade escolar a ocupar a Suprema Corte”, declarou Trump, durante a posse da nova ministra. Na sequência, ela prestou juramento diante do juiz Clarence Thomas, o decano do tribunal. Ao discursar, a magistrada afirmou que o trabalho de uma juíza difere da atuação de um senador. De acordo com ela, enquanto o parlamentar elabora políticas a partir de suas convicções, um juiz não pode agir da mesma forma. “Vou fazer meu trabalho sem medo ou favorecimentos. E vou fazer isso de maneira independente dos outros poderes políticos e de minhas próprias preferências”, prometeu Barrett, ao ser ovacionada pelo público presente.

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