PT planeja acabar com escolas cívico-militares em caso de vitória

O projeto de escolas cívico-militares, iniciada pelo governo Bolsonaro, pode está perto do fim. Segundo o colunista Guilherme Amado, do jornal Metrópole, o PT planeja acabar com a presença de militares em escolas públicas caso vença a eleição presidencial deste ano.

Lula se reuniu na terça-feira (8/2) com integrantes do núcleo de educação da Fundação Perseu Abramo, ligada à sigla. Entre eles, estava a deputada estadual de Pernambuco Teresa Leitão, responsável pela área de educação no PT. Os núcleos temáticos da fundação apresentarão propostas concretas ao plano de governo de Lula em abril. Até lá, será decidido o que de fato entrará no rol das propostas de campanha do ex-presidente.

“O projeto das escolas cívico-militares fracassou” — alegou a parlamentar petista em declaração à coluna de Guilherme Amado. “O PT é contra esse projeto e com certeza não vai bancá-lo. Quem quer botar um filho ou filha em escola militar pode fazer isso com os colégios militares. O espaço físico das escolas públicas não pode ser ocupado por autoridades militares” — opinou.

Leitão reconhece, entretanto, que a iniciativa tem um apelo de combate à violência. “Há uma crise de autoridade das famílias. Algumas acham que uma escola assim vai moldar seu filho. Precisamos mostrar qual a melhor forma de fazer isso” — avaliou.

Lançado em 2019, o projeto de militarização de escolas públicas já alcançou 216 escolas em 25 estados. Ao adotar o modelo de unidade cívico-militar, a escola pública passar a ter como membros integrantes da Polícia Militar ou das Forças Armadas, os quais são custeados pelo governo federal.

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